Em um caminhar lento,
vou caminhando,
para o que seria o fim,
e com lágrimas deixando
os rastros do meu desalento.
Coisas ruins vem no meu pensamento,
imagens nubladas,
noites com trovoadas,
cores escuras me enchem
de desesperança.
Nem o riso mais doce,
e nem o choro mais pertubador de uma criança,
consegue me tocar...
Sinto cada vez mais a ação de petrificação
atingir meu coração,
fazendo secar as ultimas lágrimas,
que ainda me restam.
Na minha veia o sangue endurece,
já parece não correr como antes.
De repente, meu corpo estremece...
Eis que foi a ultima tentativa de vida.
A que seria a ultima lágrima,
desce como uma prece
Um breve adeus...
(Heloísa Bovi)
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